Bartolomeu Dias, sobre forte tempestade, estava passeando em seu navio pelo sul da África, e por conta daqueles dias terríveis, apelidou o caminho de “Cabo das Tormentas”. O Rei D.João II enxergou a situação de forma diferente e colocou um novo nome: “Cabo da Boa Esperança”.
Pedro Alvares Cabral saiu confiante em direção as Índias, pouco tempo depois ele acabou descobrindo novas terras. E Colombo foi proibido, por D. João II, de se aventurar por aí, então se rebelou e, sem querer, acabou descobrindo as Antilhas. Acontece que esses caras viveram isso a mais de 500 anos, e essas irônicas desventuras acontecem até hoje.
Constantemente saímos pelos mares da vida nos aventurando em busca de novas terras, onde podemos começar novos negócios, conhecer novas tribos, e até mesmo, “catequizar” novos sentimentos. Às vezes faz sol forte, a chuva aperta, os mares ficam agitados e não temos para onde correr. Nos vemos no meio do nada, entre águas. Estamos a um passo de um afogamento. Mas tudo é uma questão de usar o mapa a favor….
Que viremos o timão de nosso destino e transformemos a Tormenta em Esperança. Às vezes a questão está no vento, e aí é moleza. Anota aí:
1) Molhe a ponta do dedo, que aponta teu caminho, e veja onde este vento está te ressecando.
2) Suba no mastro da tua vida. É alto. Tome cuidado para não cair. Quanto mais alto, maior a queda, mas quanto mais alto, melhor se enxerga o horizonte.
3) Avalie as condições marítimas. Veja onde a onda bate. Não podemos conter a força das ondas, mas podemos usá-las a nosso favor.
4) Os mais ilustres navegantes tinham sempre alguém para aconselhá-los a que rota seguir. Você deve se perguntar: quem me guia? 50% de tua resposta é 50% de tua confiança.
5) Dos males o menor, dos mares o menor. Pense bem antes de virar o mastro. Não se assuste com o tamanho da onda, ela vai passar.
6) Esteja preparado! Você pode ter achado que errou o caminho, quando na verdade está próximo a terras muito maiores e ricas.
7) Confie na tua intuição. D.João II proibiu Colombo, e hoje, o nome que lemos nos livros de história é o de Colombo.
8) Navegar pode ser algo solitário, você se sentirá ilhado. Mas às vezes, é no ócio que aprendemos a escalar coqueiros em busca de suprimentos e percebemos a falta de um rádio transmissor para falar com quem amamos.
9) A felicidade de chegar em terra firme, e inversamente proporcional a infelicidade que as ilusões do alto mar te proporciona.
10) Esqueça os 9 pontos acima. O mapa pode estar de cabeça para baixo.
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*nota do autor: o autor deste texto não se posiciona, de forma pessoal, em seus escritos. Seus textos não remetem a pessoas ou coisas específicas, abordando sim, assuntos de forma genérica e metafórica,para que caibam perfeitamente à alguém, seja lá quem for.
[ Vinicius Covas é universitário de jornalismo. Em 2012, foi selecionado pela Revista VEJA como um dos 50 Jovens Inspiradores do Brasil. Escreve aos sábados em “DuasCabeças”. ]

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