Vivemos no passado. É
culpa da nossa consciência. Ela é atrasada. Precisamente 80 milésimos de
segundos. Conscientes, atrasamos também nossos sentimentos, (in?)consequentes a
nossa consciência. O nosso presente, na verdade, é um passado onde criamos o
futuro. Não é metáfora, é ciência.
Nesse lapso de 80
milésimos de segundos, carregamos todas as nossas experiências sensoriais,
emocionais, físicas, afetivas... É a reação à ação impulsionada à nossa mente. Somos
videntes-de-80-milésimos. Antes de a informação chegar ao nosso cérebro,
montamos o quebra cabeça dessas experiências. Somos pré-visíveis. Não é
metáfora, é ciência.
A metáfora é que em um
lapso maior, de 10 segundos, regressamos o tempo para ingressar no novo, onde não
há um histórico-de-experiências. Não há o previsível. Então com-a-ciência-em-mente
, criamos. Criamos com base nos nossos desejos {in}con(m)s-cientes, criamos com
nossa imaginação.
Vivemos 80 milésimos
de segundos atrasados, mas em 10 segundos o futuro de um ano passa em nossa
mente. Os outros segundos serão novas antigas experiências. Serão evidências para novas vidências de 80 milésimos.
Cabe a nós buscarmos
fazer de cada segundo o melhor atraso da mente possível.
“Imaginação é a prévia das atrações futuras.” (Albert
Einstein)


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