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domingo, maio 12, 2013

O homem faz o traje ou é o traje que faz o homem?

5:23 PM

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O título deste texto é a pergunta a ser respondida no terceiro filme do Homem de Ferro, mas muito além disso podemos nos remeter a esta mesma questão. O que fazemos de armadura para nós? Usamos ela para nos defender ou para defendermos de nós mesmos?
Na atual trama, o bilionário Tony Stark não consegue dormir. Sofre com um transtorno de ansiedade generalizada, preocupações e inquietações. Quando o  Homem de Ferro vê seu mundo sendo destruído e as pessoas que ele ama em riscos, o “herói” precisa encontrar um meio de salvar o que ele mesmo acabou contribuindo para a destruição. E é aí que eu quero discutir com vocês neste texto.
Tony Stark, sem sua armadura, é completamente um anti-herói. Sua multidão de defeitos compõe seus poderes mais poderosos contra a essência heróica. Ganancioso, vaidoso, mulherengo, alcoólatra e por aí vai. Seu descuido com a própria vida o levou a beira do suícidio e o insucesso profissional. Foi destituído do comando de sua própria empresa e ofereceu o segredo de suas grandes invenções tecnológicas aos maiores inimigos. Munido de glamour, luxúria, egoísmo, seu alter-ego foi construído a base desejos superficiais, sem qualquer comparação quando vestido a armadura.
“Homem-de-ferro” nos dá a sensação de um homem inderrotável e destemido. E, de fato, é. Vestindo sua armadura, Tony Stark encobre todas as suas imperfeições e garante sua segurança e proteção, usando a como ferramenta para lutar a favor de quem precisa de ajuda. Sua armadura é um “meio” e não um “fim”. O herói é ciente de seus erros, por isso recorre a sua armadura quando está em perigo.  
A minha pergunta é: o que você está usando como armadura para suas batalhas heróicas? Como está usando? Para se esconder de si mesmo ou para buscar uma proteção?
“Eu já deveria estar morto. Deve existir uma razão para eu sobreviver. (…) Agora, eu finalmente descobri o que eu devo fazer”. O Homem de Ferro já descobriu o que fazer. E você?
Contexto cristão:
Tenho estudado a história de alguns heróis comparando com elementos cristãos. Uma clara passagem na Bíblia me leva a pensar no Homem de Ferro. Está em Efésios 6:13-17, é assim:
“Portanto tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, permanecer firmes. Estais, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, e calçando os pés com a preparação do evangelho da paz tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.” É ou não é totalmente o passo-a-passo para se tornar um Super-Herói cristão? A questão é que, assim como Tony Stark, todos nós possuímos defeitos,  e, por vezes, somos anti-heróis de nossa própria existência.
Em meio a monstros que tomam conta da cidade, bolas de fogo lançadas pelo inimigo e  aniquilação dos humanos, que metaforicamente podem ser análogas em situações de nossas vidas, pensamos em fugir e nos mascaramos por trás de armaduras como vícios e dependências, crimes e rebeldias, e o que mais além irá nos levar para o lado “negro da força”. Usamos nossas “armaduras” como mecanismo de defesa contra os nossos problemas. O homem faz o traje ou é o traje que que faz o homem?
A grande verdade é que o nosso herói vai além dos gibis e se chama Deus. E como nos filmes, gritamos, suplicamos, e imploramos a sua salvação nos momentos que o vilão vem nos aterrorizar. Devemos fazer Dele a nossa armadura e arma-dura na difícil missão possível que é a vida.

(Vinicius Covas)

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