Escrevo este texto inspirado no filme, que está nos cinemas, chamado “O Impossível”. Não contarei detalhes minuciosos sobre o filme e nem deixarei a minha opinião sobre a obra, mas gostaria de fazer um paralelo e algumas observações.
“O Impossível” conta a história de uma família que enquanto passava o Natal na Tailândia foi surpreendida por um tsunami. Junto com toda região, os sonhos e plano da família foram também por água abaixo. A partir daí a história se desenrola na busca incansável pela sobrevivência e pela a procura de um pelo outro. Uma tarefa praticamente impossível quando temos um panorama completamente oposto as nossas expectativas.
Gostaria de lembrar que todo o enredo é baseado em fatos reais, porém muito mais que isso, podemos basear todos os fatos ao enredo do que muitas vezes é a nossa realidade. Graças a Deus vivemos livres de enormes catástrofes naturais como essa, mas apesar disso, constantemente somos surpreendidos por adversidades, tão naturais como essas.
Imagine comigo: metaforicamente, o dia está extremamente lindo, o mar completamente calmo, o céu limpo e claro, os ventos sopram devagar e apenas uma leve brisa refresca e nos remete a boas recordações. Desejamos eternizar este momento,e, com o perdão da ironia, congelar as pessoas ao nossso redor, os sentimentos, as sensações, tudo o que nos agrada. Está sol, e enquanto bronzeamos a vida, conversamos e fazemos planos com as nossas companhias desta viagem, que parece não ter fim. Parece. Você não esperava e nem ninguém, mas tudo começa a estremecer. Os ventos, que antes refrescavam, sinalizam e trazem o começo do fim. O sol, que clareava, desaparece e cede o lugar às nuvens escuras. O mar começa a ficar agitado. Nem tão longe, um tsunami se aproxima e está prestes a carregar tudo. Você, desesperado e com medo, olha ao redor e deseja ao menos estar com as pessoas amadas quando o tsunami chegar, mas sabe que quando a forte onda bater isso não será possível. Não por que elas não querem estar com você nessa hora, e sim, por que, ainda metaforicamente, não podemos ir contra a força da natureza.
Muitas vezes é isso que acontece com a gente. A natureza nos prega peças. O sol que nos bronzeia é o mesmo que queima; o mar que acalma é o mesmo que engana; a chuva que refresca também é a mesma que resfria. Porém, sabemos também, que um dia a tempestade acaba e o tsunami passa. E é nessa hora que devemos secar os ferimentos e ir atrás do que a água levou. Muitos caem pelo caminho e se afogam junto com todas as coisas que deixaram, mas, como no filme, se existe amor e esperança, existe também o reencontro e a certeza da restauração.
Eu encerro esta metáfora chegando a conclusão que a natureza que destrói, também é a mesma que constrói. E o que muitas vezes parece ser impossível, deixa de ser quando usamos a natureza a nosso favor e acreditamos que o amor e a esperança resolvem qualquer problema que a natureza artificial nos impõe.

0 comentários:
Postar um comentário